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HISTÓRIA DO SEXO E DA SEXUALIDADE
A história do sexo e da sexualidade humana se confunde,
ou melhor, está diretamente ligada a história da evolução
do homem. Por exemplo, acredita-se que o homem (neandhertal) adquiriu
o hábito cobrir o corpo (vestimentas), primeiramente para se
proteger do frio, do sol, e do ataque de animais e de outros homens,
há cerca de cem mil anos. Parece que havia uma maior preocupação
em cobrir os genitais masculinos, já que eles ficavam expostos
a lesões que poderiam atrapalhar a reprodução.
O sexo era parte importante na vida dos antigos. Nem sempre
os órgãos sexuais eram considerados obscenos, mal sendo
cobertos em alguns países. As decorações das cerâmicas
cretense, fenícia, minóica e grega, que são o retrato
dos costumes daqueles povos. Essas decorações, retratam
os fatos da vida cotidiana repletos de motivos sexuais, onde homens
e mulheres, ninfas e sátiros, se divertem brincando, dançando,
tomando banho e tendo relações sexuais, em cenas registradas
por artistas. A nudez era exaltada pelos gregos; havia uma tendência
ao bissexualismo. Já os romanos, não eram tão adeptos
da nudez, no entanto, suas festas bacanais, tão famosas, tiveram
que ser proibidas por terem se tornado violentas e obscenas. Isso aconteceu
por volta do início da era cristã, onde, em Roma, já
havia uma forte tendência para os preconceitos sexuais, considerando
quase tudo pecado. Ainda assim, a prostituição, cujas
mulheres originavam-se de todas as camadas sociais, era a instituição
florescente.
Em relação ás vestimentas, o mesmo
era verificado. Os egípcios usavam, por causa das altas temperaturas,
o mínimo de roupas; as mulheres da região usavam um véu
de linho muito fino, as escravas vestiam colares e os criados domésticos,
uma pequena tanga do mesmo véu de suas patroas.
Antes da idade média, a virgindade era pouca valorizada.
Acredita-se que ela começou a ganhar importância, entre
os séculos IV a XV, quando os membros das classes ricas, passaram
a atribuir-lhe valor de troca comercial e econômico; assim, quando
os homens começaram a pagar dotes e a exigir a integridade da
“mercadoria”, a virgindade começou a ganhar importância
e a ser sinônimo de status em todas as camadas da sociedade.
As religiões também tiveram, e sejamos justos,
ainda têm um importante papel na formação do comportamento
do ser humano, principalmente sexual. A idéia de pecado, passada
ao longo das gerações, é extremamente aversiva.
Assim, questões como o adultério, o homossexualismo, a
masturbação, a virgindade, a castidade, a poligamia (permitida
em algumas religiões), o casamento, o divórcio também
sofreram algumas modificações com o passar dos tempos,
e ainda são assuntos que causam grande controvérsia.
Assim, os costumes dos vários povos, dos mais primitivos
aos mais civilizados, influenciados por suas correntes filosóficas,
foram decisivos para o estabelecimento de normas de conduta para o comportamento
humano. É por isso que se costuma dizer que todo o comportamento,
inclusive o comportamento sexual, é o resultado dos fatores culturais,
religiosos, políticos, econômicos, étnicos, sensoriais,
regionais, climáticos e de sobrevivência de uma época.
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