“Será que as pessoas ainda fazem sexo nos
dias de hoje?” Essa brincadeira foi feita por Bárbara Kessling,
ao analisar o panorama do sexo americano. Entretanto, acredito que ela
possa também ser usada para uma análise do panorama sexual,
de modo geral.
Respondendo a pergunta, é claro que sim. Apesar de nos últimos
tempos, os seres humanos, terem sido afetados pelas transformações
sócio-político-econômico mundial,ou seja, cada vez
mais, encontramos pessoas que em função das crescentes
pressões profissionais, se queixam da falta de tempo para “curtir”a
vida. Além disso, com a modificação na contextualização
da masculinidade, o aparecimento da AIDS e de outras doenças
sexualmente transmissíveis (DST), dos novos modelos de relacionamento,
entre outras, quando o assunto é sexo, pode-se dizer que houve
uma mudança quanto as regras.
Com a revolução sexual, houve uma alteração
radical no papel masculino. Essa transformação, que afetou
tanto o ambiente de trabalho, quanto a cama, ocorreu em função
das mulheres terem conquistado seu espaço sócio-político-econômico.
O mesmo ocorreu em relação a sexualidade. Assim, as mulheres,
tanto quanto os homens, passaram a explorar melhor sua sexualidade.
Isso significa que falar sobre sexo, deixou de ser um tabu. Mitos e
preconceitos foram derrubados, na tentativa de compreender e exercer
melhor a sexualidade. O comportamento sexual mudou, de conservador para
liberal. Homens passaram a se preocupar com o prazer das mulheres, principalmente
o orgasmo.
Com o advento da Aids e outras DST (sífilis, gonorréia,
herpes, hepatite B, além de outras), sobreveio o medo de contrair
essas doenças, abalando a liberdade de exercer essa sexualidade.
A disseminação dessas doenças também contribuiu
para uma mudança na forma de se exercitar o sexo: em vez de buscar
somente prazer sexual, as pessoas passaram a buscar também satisfação
nos relacionamentos. Especialistas acreditam que, enquanto não
houver cura, essa percepção continuará por algum
tempo.
Por falar no assunto, nunca é demais lembrar: Faça sexo
seguro. Use camisinha!
A tecnologia também contribuiu para o aparecimento de novos
padrões sexuais. A internet passou a ser usada como um veículo
de aproximação. As pessoas passaram a criar vínculos
virtuais. Quem não conhece ou nunca ouviu dizer que o relacionamento
começou na internet? Ou então a respeito de fazer sexo
virtual? Existem ainda sites que divulgam pornografia, promovem encontros,
etc. Alguém se lembra da história do canibal que encontrou
sua vítima pela internet e que depois de fazer sexo com ele,
acabou comendo-o ( na acepção da palavra ) com seu consentimento?
Voltando ao sexo, nos tempos atuais cada um é responsável
pelo próprio prazer. Não tente atribuir essa responsabilidade
ao outro.Além do sucesso profissional e satisfação
imediata, procure buscar também sua realização
pessoal, e isso inclui sua vida sexual. Reserve um tempo para você.
Se tiver dúvidas, ou quiser saber mais sobre sexo, pesquise sobre
o assunto (livros, internet). Procure por especialistas (médicos
ou psicólogos), eles, certamente, saberão orientar e esclarecer
sobre o assunto.
Kelly Cristine Barbosa Cherulli
Sexóloga e Psicóloga
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