É interessante observar as diferenças existentes
em relação ao sexo nas diversas culturas e povos que fazem
parte do nosso planeta.
Na Coréia, valoriza-se a família enquanto instituição.
Não é admitido qualquer tipo de relacionamento fora do
casamento. O peso do adultério, se descoberto, recai sobre a
mulher, que perde, inclusive seu emprego. Sofrendo com a discriminação
social e com a perda da estabilidade financeira, elas acabam se prostituindo,
para sobreviver. Essa situação já levou muitas
mulheres a cometerem suicídio.
No Japão, país de tradição milenar, existe
ainda o modelo patriarcal de família. O pai manda e todos acatam.
A mulher, é colocada num segundo plano, e deve satisfazer todas
as vontades do marido. Essa situação gera cenas curiosas
e marcantes já presenciadas em filmes e documentários:
a mulher anda um pouco atrás do marido quando saem pelas ruas,
de forma a evitar pisar na sua sombra. Existem diferentes “categorias”
de mulheres: as moças de família, as gueixas e as prostitutas.
As moças de família, principalmente nas mais tradicionais,
recebem dos pais, ás vésperas do casamento um livro, contendo
várias gravuras, mostrando de forma detalhada todas as fases
do relacionamento e diversas posições sexuais; esse livro
é passado à filha quando for casar.
As prostitutas, ao serem vendidas pela família, começam
sua educação nas escolas de gueixas, por volta dos 07
anos, aprendendo a servir mulheres mais velhas e aos visitantes. Aprendem
a cantar, a dançar, a tocar instrumentos, escrever e o hábito
de ler, entre 10 e 12 anos. Na arte do amor, iniciam o aprendizado entre
12 e 15 anos. Existe uma espécie de graduação em
relação aos talentos: são chamadas de Yukas, Keiseis
e Tayus.
As gueixas, são mulheres que ao serem vendidas pelos pais, recebem
treinamento exaustivo na arte de entreter e satisfazer os homens. Elas
estudam numa escola que chamam Maiko, onde aprender a vestir o tradicionalíssimo
quimono (obi), seus enfeites e o penteado difícil; aprendem a
dançar, a dizer frases espiritualmente agradáveis, estão
sempre informadas da política e dos acontecimentos para manter
uma boa conversa, sem, entretanto, poderem tecer suas próprias
considerações. Elas também aprendem o ritual da
cerimônia do chá, muito apreciado e de muito significado
nessa cultura. Essas gueixas podem esperar bom casamento entre pessoas
de alto nível social. Não confundir as gueixas com as
prostitutas, embora tenham origens semelhantes, as gueixas são
de um nível social diferenciado, mais elevado.
Esses padrões acima citados, diferem muito do
padrão cultural ocidental. Algumas tradições podem
parecer machistas (com mulheres relegadas a um segundo plano, submissas,
quase “escravas”), perversas (como a discriminação
sofrida pela mulher coreana), defasadas ou atrasadas em relação
ás transformações do mundo em que vivemos. Não
cabe a ninguém julgar esses costumes; respeita-los é fundamental
para uma melhor compreensão. Afinal de contas, todo aprendizado
é contínuo, constante e nunca é demais, podendo,
até mesmo, inspirar fantasias e enriquecer sexualmente sua vida
pessoal e do casal.
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