História da Vasectomia

 

O termo “vasectomia” origina-se da denominação em latim dos canais deferentes — vas deferens — e do termo grego tomos, que significa “cortar”. Esse procedimento clínico já vem sendo utilizado a muito tempo. Enquanto antigamente ele fazia parte da cirurgia ligada à próstata, atualmente é uma opção como método de esterilização.

Em 1893, a vasectomia passou a ser empregada em lugar da castração masculina no tratamento de problemas da próstata. Tratava-se da hipertrofia benigna da próstata, que fazia essa glândula masculina aumentar gradualmente de volume, a ponto de dificultar a eliminação da urina.

Desde aquela época, a vasectomia tornou-se uma etapa cirúrgica complementar nas operações em que a próstata é retirada, a fim de evitar infecções. Portanto, todo homem que naquela época se submetia à remoção cirúrgica da próstata, sofria também uma vasectomia.

No começo do século XX, a vasectomia foi utilizada nos Estados Unidos com finalidades eugênicas. Ou seja, para impedir que indivíduos portadores de doenças he

Em 1933, 23 Estados americanos permitiam legalmente a vasectomia, com aquelas finalidades. Ainda nas primeiras décadas do século XX, a vasectomia teve grande divulgação, porque se acreditava que essa cirurgia proporcionava um suposto “rejuvenescimento sexual” a homens idosos.

Esse efeito hipotético foi descrito em 1910 por um fisiologista austríaco, Eugene Steinach. A partir de experiências em ratos, Steinach passou a acreditar que a ligadura dos canais deferentes provocava uma atrofia das células testiculares responsáveis pela produção de espermatozóides. E, ao mesmo tempo, estimulava o aumento do volume das células que produziam o hormônio sexual masculino — a testosterona.

Para aquele cientista, o aumento de volume das células eqüivaleria a um aumento na produção do hormônio e, consequentemente, a um aumento de virilidade no homem. Tudo isso jamais se comprovou na prática. Tais efeitos não foram confirmados por outros pesquisadores. Assim mesmo, persiste até hoje a crendice de que a vasectomia determina um aumento de virilidade.

Antes de se submeter à vasectomia, o homem precisa passar por um exame urológico. A operação, bastante simples, pode ser realizada num consultório médico. Alguns cirurgiões chegam a realizá-la em si próprios. A cirurgia consiste em uma ou duas pequenas incisões, com cerca de 1 cm de extensão, feitas na pele do escroto.

Através dessas incisões, o médico pinça o canal deferente em dois pontos, com uma distância de aproximadamente 1 cm entre um e outro. Em seguida, seciona e extrai a porção compreendida entre os pontos pinçados. Por fim, o médico recoloca em seu lugar o canal, agora secionado, fecha a incisão (ou incisões) com um ponto cirúrgico e faz um curativo no local.

O homem deve vestir, então, uma cueca tipo jóquei, uma sunga ou um suporte atlético, de modo a manter o escroto bem apoiado e a evitar qualquer tensão na zona operada. Ao voltar para casa ele não deve molhar a região até o dia seguinte, e só poderá efetuar esforço físico mais intenso após dois dias. Além disso, deve suspender completamente as relações sexuais por cinco dias.

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