O HIV é um vírus que ataca o sistema imunológico
humano, eliminando-o e levando o organismo a sucumbir diante de uma
série de outros vírus e bactérias que normalmente
poderiam ser combatidos e vencidos.
Os primeiros casos foram conhecidos no início dos anos 80, e
o seu surgimento súbito deu margem a muitas especulações
sobre a origem do vírus. Como vivia-se ainda o período
da Guerra Fria, foi levantada a hipótese de que tivesse “vazado”,
acidental ou propositalmente, de um laboratório dedicado a produzir
armas bacteriólogicas. Essa é uma hipótese remota,
mas bem menos fantasiosa do que outras que pregavam que aquele era um
castigo de Deus aos pecadores sodomitas, pois a população
homossexual masculina foi a primeira a ser atingida. Na época,
ela era a mais vulnerável, graças à novos comportamentos
e liberdades que conquistara depois da "Revolução
Sexual" dos anos sessenta (amor livre, sexo por prazer).
Todavia, a hipótese mais consistente aponta para uma mutação
natural de um vírus presente em algumas espécies de macacos
e que nunca ameaçara os humanos. De fato, o convívio concentrado
e maciço de várias espécies diferentes, como humanos,
aves e porcos no sudeste asiático, por exemplo, propicia que,
por simples probabilidade (oferta de hospedeiros), mutações
de vírus exclusivos daqueles animais tenham chance de passar
a infectar também os humanos: vide a “gripe do frango”.
A continuarem as grandes concentrações humanas, em condições
precárias, como as citadas, pode-se esperar, para o futuro, surgimento
de novos tipos de “hiv” e de “gripes” extremamente
letais, como foi a Gripe Espanhola, em 1917, ou a Peste Negra, que dizimou
um terço da população européia na Idade
média. Esta última também chegou a Gênova
em um navio vindo do sudeste da Ásia...
Carlos Alberto S. N. Soares- psicólogo CRP 07/5285
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