História do Lesbianismo

 

A homosexualidade pode ser considerada como uma inclinação erótica por pessoas do mesmo sexo. Quando essa atração afetivo-sexual se dá com mulheres, esta preferência sexual recebe o nome de Lesbianismo ou Safismo. Para termos de conhecimento, (Safismo vem em lembrança da poetisa grega Safo).Safo nasceu e viveu na ilha de Lesbos, no início do século VI a.C. Safo era homossexual e suas discípulas também.Suas obras ficaram caracterizadas pelo refinamento e sutileza, que desmentiam um dos mitos mais populares em torno do lesbianismo, que presume nas homossexuais aparências necessariamente viril e total ausência de sensibilidade e sentimentos femininos.

As relações homosexuais entre mulheres são estatisticamente menos comuns do que entre homens, e por isso tendem a causar menos comentários do que a homosexualidade masculina. O que ocorre também devido a poucos casos de mulheres procurando companhia homosexual em público ou seduzindo menores. A mulher homosexual possui um melhor controle de suas emoções, não se tornando arrebatadoras em seus impulsos sexuais, e, além disso, ainda conseguem adiar, se for o caso, suas necessidades de satisfação. Essa característica da vida sexual das mulheres ajusta-se a uma tendência geral para a extensividade, mais do que para a intensividade.Ou seja, enquanto o homosexual masculino é capaz de pequenos, porém intensas explosões de sentimentos, o homosexual feminino se mantém isento dessas manifestações mais explosivas, por um período maior de tempo. Visto isso podemos perceber que as ligações de homosexuais femininos se tornam menos manifestas e também menos carregadas de culpa.

A visão de Freud sobre a homosexualidade feminina incluía em seus estudos sobre o tema, uma falta de resolução da inveja do pênis, em associação a conflitos edípicos mal resolvidos.

As mulheres homosexuais, comparadas com as mulheres heterosexuais, podem ser descritas como tendo pais ternos e íntimos, ao contrário daquilo que se descobriu em relação aos homens homosexuais.Entretanto, as descrições das mães de homosexuais femininos não eram diferentes das de heterosexuais.

As mulheres homosexuais funcionam de acordo com os mecanismos excitatórios básicos: beijos, estimulação dos seios, manipulação oral-genital e aposição genital são as técnicas tradicionalmente empregadas. Os pênis artificiais usam-se raras vezes e quando se usam, mais provável é que sejam de natureza episódica e experimental do que se incorporarem à atividade (sexual) habitual da mulher.

A atividade predileta quase sempre consiste em abraços e contatos corporais estreitos e calorosos, a excitação genital verdadeira importa menos. Talvez isso seja peculiar mais ao tipo de mulheres que procuram tratamento do que à população geral das mulheres homossexuais; de qualquer maneira vimos que existe uma necessidade básica de afeto, o que representa um componente importante das relações homosexuais femininas.

Adriana Sommer da Costa
Sexóloga e Psicóloga

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