História do Preservativo Masculino – Os Primórdios

 

Diferentemente do que muitas pessoas acreditam, o preservativo não é invenção atual. A idéia de proteger-se, seja de doenças sexualmente transmissíveis, seja de gravidez indesejada, percorre a história da humanidade, desde pelo menos quinze séculos atrás.

Na mitologia Grega já existem referências ao uso de algo que poderia vir a ser posteriormente a camisinha. Conta a história que o Rei Minos, filho de Zeus e Europa e casado com Pasiphë, era conhecido por suas aventuras amorosas e muitas amantes. Para evitar que o marido continuasse com este tipo de vida, Pasiphë lança um feitiço contra o rei, fazendo com que o sêmen de Minos seja tomado por serpentes, escorpiões e lacraias, que acabavam por matar as mulheres que fizessem sexo com ele. Pasiphë era a única mulher imune a estes animais. Porém, Minos se apaixona por Prócris e esta, no intuito de manter relações sexuais com o rei, sem correr risco de morte, introduz em sua vagina uma bexiga de cabra. Com isto, manteve relações sexuais com Minos, e, na ejaculação, os monstros ficaram presos dentro da bexiga, livrando o Rei Minos de sua maldição. Assim, a mitologia Grega apresenta o preservativo para o mundo ocidental.

Existem relatos de que os chineses já utilizavam envoltórios de papel de seda embebidos em óleo, o que poderia ser considerado um dos primeiros tipos de preservativo utilizado pelos homens. Ainda, existem relatos de que por volta do ano de 1.600 a.C., o Rei Minos de Knossos, utilizava um certo tipo de preservativo feito de bexigas natatórias de peixes. O uso inicial do preservativo era bastante voltado para a prevenção de alguma gravidez indesejada, não se pensava ainda em doenças sexualmente transmissíveis, como em outros momentos da história.

Algumas tumbas egípcias, datadas de cerca de 1.300 a.C., já mostravam desenhos onde apareciam homens com uma espécie de protetor peniano, parecendo a extremidade de um preservativo. Neste caso, tal proteção não era utilizada nas relações sexuais, mas sim, para evitar picadas de insetos e galhos espinhosos em homens que viviam em função de caça.

No início da Idade Média, há relatos de que entre os turcos era utilizado também um envoltório para o pênis, já com indícios de seu uso para manter relações sexuais sem o risco de engravidar a amante. Este envoltório era confeccionado com intestino de carneiro. Também no Oriente Médio, à mesma época e com o mesmo material já eram confeccionados preservativos.

Até o século XV, o preservativo era usado apenas como método anticoncepcional. Seu uso para prevenir doenças sexualmente transmissíveis (a princípio a sífilis e a gonorréia), só aconteceu a partir de então. Sabendo-se que só assim se poderia evitar estas doenças, muitas foram as idéias que surgiram para criar preservativos cada vez mais confortáveis e eficazes.

Foi um longo caminho até chegar ao que hoje se conhece como camisinha. A evolução das idéias, descobertas médicas e tecnológicas, também contribuíram para o aperfeiçoamento deste produto tão necessário e útil nas relações sexuais.

Anne Griza
Psicóloga

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