Na Idade Média, com a descoberta de que doenças como sífilis e gonorréia eram transmitidas através do ato sexual, fizeram-se necessárias formas de impedir uma possível contaminação. A partir de então, o preservativo passou a ser usado também para prevenção de DST’s, além de evitar a gravidez. Com isso, várias “técnicas” eram difundidas para se evitar o contágio.
Uma delas era a utilização de um envoltório de linho, colocado ao redor do pênis, podendo ser embebido em ervas medicinais para aumentar seu poder de proteção. Porém, quem oficialmente inventou o preservativo foi o médico italiano Gabrielle Hallopio em 1564. Seu invento era um forro de linho impermeável, feito à medida do pênis, embebido em uma mistura de ervas e utilizado antes e depois da relação sexual. Foi ele o primeiro a pensar e pesquisar o preservativo como forma de prevenção de doenças.
Lendas aparecem na história do preservativo. Uma delas conta que em meados do século XVI, o rei Carlos II, preocupado com a grande quantidade de “bastardos” povoando a Inglaterra, levou seu médico pessoal, o dr. Condom, a produzir algum dispositivo para evitar mais filhos. Este médico criou um pequeno saco de intestino de carneiro besuntado por óleo de amêndoas. Sabe-se hoje que este médico, porém, nunca existiu. O que ficou foi o seu pequeno saco de intestino de carneiro e sua utilização.
No início do século XVIII, um médico inglês, John Marten, encontrou um método capaz de evitar a gravidez e também as DST’s. Era um saco de linho, cheio de um produto inventado por ele e cuja fórmula jamais divulgou, mas que, segundo ele, evitava o contágio venéreo e impedia o espermatozóide de atingir o óvulo. Seu invento causou enorme culpa no médico, que, segundo relatos de alguns historiadores, queimou seu material para evitar que os jovens utilizassem seu invento para a promiscuidade.
Mais tarde, durante a conferência para a assinatura de um tratado de paz na Guerra da Sucessão Espanhola, fez-se necessária a criação de algum artefato para que as moças que participariam desta atividade para “distrair” os conferencistas não transmitissem a eles alguma doença. Um artesão, tomando de uma porção do intestino de carneiros, amarrou uma de suas extremidades e criou outra forma de preservativo, anatomicamente perfeita para o pênis masculino e bastante eficaz na prevenção de doenças e gravidez indesejada.
Por volta do ano de 1750, a França proibiu o uso do preservativo, havendo até prisões de pessoas por portarem tal material. Porém, com a Revolução Francesa, foi preciso retomar o uso da camisinha, que era fabricada no tamanho certo para cada homem e o material utilizado era o intestino dos bois.
Já nesta época, o uso da camisinha era assunto controverso. Apesar de saberem de seu uso profilático, muitos homens se negavam a utilizá-la, pois não gostavam da idéia de terem seu pênis envolto por qualquer material. Este pensamento acontece até os dias atuais, apesar das camisinhas serem muito mais discretas e confortáveis.
Anne Griza
Psicóloga |