Você ainda acha que o sexo é igual para todos, qualquer
que seja o lugar? Que tal dar uma volta e conhecer os costumes e as
curiosidades de alguns povos em diferentes lugares do planeta.
Na África do sul, na tribo dos Zulus, o rei podia ter até
cem esposas. Alguns costumes dessa tribo são peculiares: é
proibido manter relações sexuais após um pesadelo,
durante uma tempestade. A mesma regra vale caso o marido tenha matado
uma cobra grande, um crocodilo ou uma hiena.
No Afeganistão, na época do regime ultra-radical e conservador
do Taliban, a sexualidade das mulheres era extremamente castradora.
As mulheres eram obrigadas a cobrirem todo o corpo com uma espécie
de manto denominado Burka, restando uma pequena abertura na altura dos
olhos e nariz, protegida por um tecido mais fino, permitindo assim a
visão.Ao entrarem na adolescência, elas eram proibidas
de dirigir qualquer palavra aos homens, exceto os parentes. Olhar ou
permanecer mais de cinco minutos com outro homem que não fosse
de sua família, era considerado adultério, e a mulher
poderia ser apedrejada em praça pública até a morte.
Não podiam amamentar seus filhos em lugares públicos.
Eram proibidas ainda de estudar e trabalhar. Sair de casa, somente era
permitido na companhia de parentes. As mulheres não podiam usar
maquiagem, jóias, esmalte (aquelas que ousassem sair com as unhas
pintadas poderiam ter seus dedos amputados) ou fazer barulho com a sola
do sapato em público. As janelas das casas em que moravam mulheres
deveriam ser pintadas, de forma que quem estivesse do lado de foras
não pudessem vê-las.
Após a derrubada do regime Taliban, noticiários de tv
exibiram imagens de um povo comemorando sua “liberdade”. Essas
imagens de um país em reconstrução mostraram que
algumas mulheres já aboliram o uso da Burka, porém outras
ainda não. Toda e qualquer transformação pode afetar
a forma de exercer a sexualidade. De qualquer forma as transformações
de toda uma cultura costumam ser lentas e, nesse caso, somente o tempo
se encarregará de mostrar os resultados.
No Alasca, em algumas tribos de esquimós existe a tradição
de oferecer, ou melhor, colocar a disposição do visitante,
a esposa ou a filha, como gesto de amizade e boas vindas. Essa tradicional
“hospitalidade sexual” também é encontrada em
alguns locais da Sibéria e da Polinésia.
Em Angola, quando um homem é coroado Saba (rei que chefia um
grupo de tribos), este recebe de presente uma virgem e precisa transar
com ela na presença de seus súditos. Na tribo Ashanti,
em Gana, as viúvas são obrigadas a ter relações
sexuais com estranhos para que possam se libertar do espírito
do marido falecido.
Em Botsuana, a poligamia é permitida aos homens. Quando este
se encontra ausente, é permitido as suas esposas manterem relações
sexuais entre si. Neste país, os pequenos lábios vaginais
“tão grandes quanto a asa de um morcego” são
considerados atrativos por esse povo, de forma que desde crianças
as meninas são acostumadas a puxarem seu pequenos lábios,
sendo que elas também costumam matar morcegos para que após
queimar as suas asas, possam passar suas cinzas pelos cortes feitos
em volta da região.
Após tudo que foi descrito acima, é inegável que
a maneira como exercemos o sexo é fruto das influências
sócio-culturais de um povo em uma determinada época. E
você, ainda acha que o sexo é igual para todos?
Kelly Cristine Barbosa Cherulli
Sexóloga e Psicóloga
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Na Índia, semelhante à situação na China, controle
de natalidade e crescimento exponencial da população são
também problemas cruciais para o país. A Índia atingiu
a marca de 1 bilhão de habitantes (um sexto da população
do mundo inteiro) no ano 2000, e mesmo com as atuais medidas de controle
de natalidade, especialistas esperam que esse número dobre para 2
bilhões no ano de 2040. É difícil controlar tal crescimento
em uma nação onde a pobreza, padrões culturais e religiosos
e desinformação tem uma grande influência. Métodos
de controle de natalidade não são algo simples que as pessoas
decidem quanto estão prestes a fazer sexo, e há muito mais
envolvido. Especialmente quando estamos lidando com uma nação
onde apenas 50% da população inteira admite usar um método
de controle de natalidade de algum tipo.
Outro importante problema que também interfere nas medidas de controle
de natalidade na Índia é uma aberta preferência por meninos
à meninas. Como o sistema de dote ainda prevalece na Índia ainda
que seja agora considerado ilegal, é muito caro para uma família
criar uma menina. Outros fatores também parecem ser cruciais para o problema
da população na Índia:
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O método de controle de natalidade mais usado
no país é o DIU, somando 38% da população feminina.
Além de ser um método de controle de natalidade mais
caro, abre uma porta para diversas doenças e problemas na vida sexual
de muitos casais.
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No que diz respeito às mulheres que escolhem a esterilização
voluntária (que é outra opção comum na Índia,
somando 19% da população que usa algum tipo de método
contraceptivo), elas não afetam positivamente o controle de natalidade,
já que quase 60% delas esperam até ter no mínimo dois
meninos, ou o número de crianças que o casal tem em média
no país, que é quatro filhos.
A política de controle de natalidade foi implantada na Índia
nos anos 50, quando o governo implicitamente acreditou que a nação
iria seguir o exemplo de outros países onde a industrialização
e um significativo aumento no padrão de vida traria mudanças ao
comportamento sexual dos cidadãos e uma queda no crescimento populacional,
o que infelizmente não aconteceu. |